Sexta-feira, Novembro 13, 2009

( X ) Praticar; ( ) Ignorar.

É preciso entender que nem todo mundo gosta de você, aceitar que nem todas as pessoas de seu convívio pessoal e profissional o tratam ou respeitam como você gostaria. É preciso enxergar que indivíduos se atraem e repelem como acontece naturalmente com as energias que circulam no mundo, nas coisas, no universo. É preciso compreender que nós, seres humanos, somos imperfeitos e, ainda tropeçando, estamos seguindo em frente, conscientes ou não, em busca da evolução. Tente discriminar menos, e procure sofrer menos ao ser discriminado. Estou nessa luta também.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

PRA JACKE

um cronicato de aniversário para uma pessoa muito querida e especial. duas, na verdade. a jacke e o seu filho, o nicky. parabéns, jacke!

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

CAMINHÃOZINHO


Segunda-feira, Novembro 02, 2009

DA JANELA


(texto: rogério rothje \ foto: de internet, tradada com photoshop)

Domingo, Novembro 01, 2009

OUÇA BEM


Quinta-feira, Outubro 29, 2009

O JACK DA VILA CRUZEIRO

Mesmo descrente, o Jakcson resolveu ir até o terreiro. Foi de ônibus, logo que chegou do serviço, às sete e meia. Foram dois coletivos, quarenta cinco minutos de trajeto, mais sete quarteirões, do ponto onde desceu até a casinha amarela de tinta descascada. A casinha antiga, com velas brancas e azuis, depositadas à beira da soleira. A casinha de canteiros de barro na frente, lotados de flores pequenas, brancas e tão perfumadas quanto uma primavera inteira. Quando chegou, a celebração já havia começado. Os tambores soavam, e o piso, forrado de pétalas de rosa, até tremia um pouco. Deixou os sapatos ao lado da porta, junto das outras dezenas de pares, e entrou devagarzinho. O lugar era bem modesto, de chão batido, teto alto e todo de madeira, com as vigas aparecendo. Atrás de uma nevoa cheirosa de incenso, mulheres e homens dançavam em uma roda. De olhos fechados, cantavam letras firmes para Orixás que ele não conhecia. Pediam a presença de forças da natureza. Ao seu lado, as pessoas cantavam juntas, e acompanhavam a música batendo palmas com vigor e alegria. Tinha muitas crianças lá. E muita paz também.
Dois anos se passaram, desde aquela sexta. Hoje é segunda, é de madrugada, e o Jackson já saiu. Pegou a guia de contas azuis, trançou-a entre o tórax e o pescoço, e foi trabalhar.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

DORME BEM, VOVÓ!

Dona Gracinha era a vovó da Mariana, da Luisa e do Pedro, mas era também a vovó do prédio inteiro. Era vovó do Isaias, o porteiro, da Maria, da Jacira, da Ivonete e da Jocielma, as moças da limpeza, vovó do Seu Mário, o Síndico, vovó até do pessoal da TV a cabo, que vivia por lá instalando e fazendo manutenção. Dona Gracinha se despediu sem dizer adeus. Naquela noite de quinta, de primavera, de lua bonita e cheiro de chuva que acabou de cair, a doce vovó fez do jeitinho de sempre. Deixou a ração do Little, seu salsichinha, deitou-se, beijou a foto do Seu Nestor, e suavemente pegou no sono. Acordou devagarzinho, ao soar de violas e violinos, que tocavam especialmente para ela. Seu quarto tinha desaparecido, e, no seu lugar, viu apenas o sol, brilhando quase na altura do chão, uma grama verde bem fofa e delicadamente aparada, e um jardim sem fim, forrado de flores de todos os perfumes e cores. Foi recebida por uma comitiva de gente, que sorriu em conjunto ao vê-la acordar. Dona Gracinha fez sua passagem, e, a partir daquele dia, passou a proteger e dedicar seu amor generoso aos que aqui ficaram, de lá do céu. Ah. O Little está bem. Foi para a chácara do Marcos, neto mais velho, e, apesar de um pouco triste no começo, já está brincando outra vez.