
Às vezes uma nuvem escura insiste em estacionar sobre mim. Não nuvem de vapor, não fenômeno natural portador de vida, aliás, bem ao contrário, um tipo de energia densa e enfadonha que não me deixa ver o sol, as estrelas, nem sentir a brisa tranqüila e inspiradora que vem dos anjos do céu. Sei que a lei da atração é universal e não poupa pensamento algum, por mais insignificante que seja. (Leia ou assista “The Secret”). Quero dizer com isso que, quando aparece, a nuvem vem a mando de mim, vem porque chamei, porque não fui capaz de manter o pensamento livre, flutuante, lá onde transitam a sorte, o entusiasmo, o assossego, enfim, os sentimentos que nos fazem sorrir, prosperar, que nos ajudam a vencer os desafios diários com fé e alegria. Enxergar essa fragilidade é um bom começo, penso eu, enquanto analiso a mim mesmo. Afinal de contas, apesar da sombra, sei que somos filhos da luz, herdeiros de Deus, irmãos de tudo que habita o universo. Sei também que essa luz é poderosa. Mesmo nos dias mais nublados ela me faz ver que tenho opção, que posso ter as janelas da mente todas abertas e por quanto tempo quiser. Voltadas para o leste, elas podem me auxiliar a começar o dia com o coração feliz e confiante, e, voltadas a oeste, podem guiar meus pensamentos e vibrações com segurança até que, em meio ao lusco-fusco, a paz que vem da lua possa guiar meus pensamentos até as estrelas outra vez.