Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

pode saltar? pode!

Enfim chegou o dia de sentir o céu. De ver as nuvens de perto. De atravessá-las como fazem as estrelas cadentes. Seria eu mais um feliz cadente no momento em que deixasse o avião. Não permiti que o sol me acordasse naquele dia. A adrenalina era tanta que eu mesmo o botei de pé. Rosto lavado, café tomado, dente escovado, me aprontei em um estalo. Alguns minutos de carro e lá estava eu no aeroporto dos Amarais, em Campinas. Como o desafio era enfrentar o medo, tive a ajuda dos gigantes celestes que acertam o clima. Tudo certinho. Céu de desenho infantil, vento de brisa, andorinhas animadas, só alegria. Aos poucos vi o pessoal trocar os trajes de passeio pelo macacão de voar. A indumentária lembrava um pouco a dos palhaços. Era bem larga, colorida e reforçada, com umas alças acolchoadas nos braços e pernas. Vi sorrisos acanhados aos poucos ganharem os ares celestes da gravidade que faz a gente feliz. Sorri também. Senti uma coragem diferente cochichar algo no meu ouvido. Meu anjo guardião, com certeza. Aquela manhã preguiçosa de sábado trazia uma missão diferente pra ele. Uns 40 minutos de espera e algumas dezenas de Pais Nossos e chegou a minha vez. Do instrutor recebi as coordenadas e procedimentos necessários para a aventura começar e terminar bem. Com tudo preso e apertado, orientado e certificado rumamos para a aeronave, um Cessna azul e prata tinindo de novo. Junto de mais 10 pára-quedistas, uns mais experientes e outros novatos como eu, senti a magia que é ganhar a altura das nuvens. Vi o chão ficando pequeno, senti o ar esfriando e a boca secando. É a adrenalina que nunca deixa a gente sozinho em horas como essa. Com pouco tempo de vôo, 14 mil pés já me separavam do chão. Porta aberta, vento tomando conta de tudo. Chega de narrar, menino! O protagonista agora é você! Abra os braços feliz e cumprimente o espaço dos anjos e das orações! Abri bem os olhos e me vi rodopiar. Sustentado apenas pela emoção, logo estabilizei braços e pernas, empurrados pelo vento a 200 quilômetros por hora. O ar faltava de tanto que tinha. Os segundos se passaram e, junto deles, um pequeno agrupamento de nuvens dava licença para eu passar. O som era alucinante. Zunia vigoroso. Reinava absoluto junto da paisagem verde, ainda mais bela vista daquela altura. O coração era só júbilo. Pára-quedas aberto e o urro do vento foi rapidamente substituído pelo silêncio. O momento era de contemplar. Os rodopios suaves me traziam vista 360º. E que vista eu tive de lá. Agradeci a Deus a oportunidade de vivenciar aquilo tudo. Agradeci a meu anjo guardião e a todos os benfeitores celestiais. Após navegar alguns doces minutos, o chão me recebeu novamente. Suave... O pensamento é que ainda não tinha se firmado. Ficou aéreo uns bons dias. Como é bom recordar... Um lugar naquele céu hoje me pertence. E breve hei de tomar posse dele novamente! De coração, olhos e pára-quedas bem abertos!


foto: Rick Neves www.azuldovento.com.br

Quarta-feira, Dezembro 19, 2007

feliz!

Eu não desejo a você, no natal, algo diferente do que desejaria o restante do ano. Acontece que, no natal, os desejos sinceros de bem ganham força. Eles encontram no caminho que fazem pelo cosmo, milhões e milhões de outros desejos benfazejos. E juntos eles podem mais. Chegam aos céus com mais verdade, encorajados pela magia que envolve a passagem de Jesus pelo nosso querido planeta. Aí, de onde está, nosso querido mestre nos estimula e fortalece. Inspira corações, pensamentos e ações a moverem-se a favor do bem comum. O bem que transforma vidas e se multiplica. Que, do céu, retornem a você e sua família, aos animais e a natureza, as mais elevadas bênçãos de Deus. Pelo bem de todos os seres viventes um 2008 colorido de paz.

Segunda-feira, Dezembro 17, 2007

homem árvore

O homem é irmão dos animais, é irmão do mar, do céu, da terra e das árvores. Repare na sua semelhança com elas, as árvores. A raiz simboliza os princípios. A razão que o fortalece. Sua fé. Seu vínculo com a terra. O caule é você em ação. O que faz do alimento moral e espiritual que recebeu, a partir da infância - fase importante para árvores e homens, já que apenas o tronco firme resiste aos ventos fortes. As folhas representam seu contato com o universo. É por elas que respira, troca impurezas e se purifica. Viagens, estudos, e especialmente o trabalho, tudo isso faz com que a gente devolva ao cosmo alguns dos regalos que ganhamos ao nascer. As flores mostram ao mundo a sua verdadeira intenção. Suas cores dizem quem você é. As energias que está disposto a compartilhar. O pólen atrai abelhas, borboletas e pequenas aves. Simboliza o amor em sua forma mais pura. O amor desprendido que brota livre do coração e faz felizes homens e animais. Os frutos sintetizam o conjunto da sua obra. O que fez de bom ou ruim na terra. Também representam a imortalidade. A capacidade de gerar vida através da sua. E, por fim - e para um novo começo -, a semente. A alma. A centelha divina e imortal que nos trará a uma nova existência, abençoada por Deus e pela Mãe Natureza. Sou feliz por ser árvore!

Quinta-feira, Dezembro 13, 2007

Arco-íris! Bem te vi!

Arco-íris e pote de ouro. As forças invisíveis, auxiliares de Deus, intuíram o homem a acreditar nisso, ainda que fantasiosamente, para que a gente observe mais as belezas que a natureza nos dá de presente, toda vez que chuva e sol se cruzam no céu. A tal recompensa é, na verdade, um doce reencontro com a nossa essência, esquecida aos poucos, conforme a gente vai crescendo, endurecendo e virando adulto. Quando a gente fica velhinho, curioso, volta a sorrir quando vê os milagres da natureza sucedendo por aí. Sorri com o rodopio do arco-íris, sorri ao ver os pombinhos se amontoando por um punhado de milho, sorri com a vitalidade do beija-flor, com a pontualidade do sol, com a precisão do Cruzeiro do Sul... Com a idade, devagarinho vamos nos reajustando com as vibrações sutis que povoavam nosso coração infantil. Daí, voltamos a enxergar o pote de ouro. A riqueza das coisas simples. São tantos os milagres de Deus... Quer ver mais um? Pare o que está fazendo. Abra a janela, ou a porta da rua. Saia na sacada, passeie pelo quintal. Deixe o bem-te-vi contar o final dessa história pra você.

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

amor na grande angular


Fotos mostram aos outros nosso jeito particular de ver as coisas. Tiramos fotos de coisas bonitas para que as pessoas sintam alegria ao vê-las. Tiramos fotos tristes para que as pessoas mudem de atitude. Para que pratiquem mais amor. A foto é uma forma de mostrar ao mundo o que sentimos. Vamos colaborar para que os novos cliques tenham mais histórias felizes para contar.

Quinta-feira, Dezembro 06, 2007

mamãe de natal

Ô, mãe... Como fico triste quando chega natal. Que saudade me dá de você. Sei que como boa mãe gostaria de me ver sorrindo sempre. Mas é que é duro lembrar daqueles nossos natais e não sentir a garganta amarrar com a vontade de chorar... Lembra do seu arroz com passas? Dos brindes com aquelas taças de cristal, amareladas pela idade? Os presentes ficavam tão pequenos perto do amor que sempre dedicou a nós, eu e o Caio... Sei que onde está, o espírito do natal não vem com o Papai Noel, e nem se vai com ele. A magia do amor, da fraternidade e, especialmente, da caridade, são presentes o ano inteirinho. Jesus está aí, né! Ô mãe, querida... Meu coração, acostumado a dividir com você todo o amor que cabia nele, quando chega o natal fica apertadinho, procurando motivos para sorrir do jeito que sorria quando tinha a alegria da sua companhia. Já que amo os animais e a natureza, já que tenho uma linda família e amigos, dedico a eles todo o amor que cultivo em meu coração. Aliás, o lugar onde você está, junto de todas as nossas boas lembranças. Meu pedido para o bom velhinho é o mesmo há 3 anos, desde que você passou a viver aí no céu. Que eu possa senti-la perto de mim, bem pertinho, na noite de Natal. Viu Papai Noel?

Terça-feira, Dezembro 04, 2007

irmão pingüim

Sou o pingüim. Trago a você força e resistência. Paciência e resignação. Meu andar é dançado. Jamais desequilibrado. Caminho milhas e milhas sem cansar, confiante na generosidade de Deus e da Mãe Natureza. Minha jornada eu compartilho com uma imensa família. Ainda assim, minha voz se faz percebida. Não temo o frio, a fome ou a astúcia dos predadores. Toda coragem que preciso flui de meu coração. Sinta a paz de meus gestos simples. Cuido de mim e da parceira que escolhi seguir para o resto da vida. Ofereço a meu filhote todo o amor que cabe em meu coração. Divido com eles a magia da vida. Divido o que sou com você. Confie na mensagem que trago da natureza e siga em paz.