Sexta-feira, Setembro 25, 2009

SOBE!

Ser adulto é como entrar num elevador lotado em que a gente não conhece ninguém, onde não dá pra se mexer direito, e quem olha pro outro e pega o outro olhando fica sem graça, ou pensando besteira. É por isso que eu prefiro escada!

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

ENDIVIDADO NADA!


Quarta-feira, Setembro 16, 2009

HÁ BELEZA (clique na imagem e veja maior)


Terça-feira, Setembro 15, 2009

MEU FILTRO DOS SONHOS LARANJA


Segunda-feira, Setembro 07, 2009

MEIO A MEIO (clique e veja maior)


TELEFONISTA, É URGENTE!


MAIS UMA OBRA DE FICÇÃO (clique, veja maior)


Domingo, Setembro 06, 2009

VONTADE (clique na imagem e veja maior)


Quarta-feira, Setembro 02, 2009

UM SAMBINHA CELESTE

Eu ouço os grandes sambistas de ontem e lembro do meu pai. Ele foi um sambista também. Um violonista muito bom e uma voz melhor ainda; voz bonita de fazer adulto chorar e nenê dormir sereno. Saudade!

TÁ ROLANDO


Terça-feira, Setembro 01, 2009

TICKETS, POR FAVOR

João pegava todo o dia o mesmo trem. Sempre antes do sol acordar, às 4h46. Via todos com cara de sono entrando, sentando, dormindo, levantando assustados e saltando da composição para ir trabalhar. Mas ele não. Ele ia contente, ia de pé, ia sentado, ia lá na frente, do lado esquerdo, do lado direito, ia lá atrás. Cada dia em um lugar diferente. E a viagem era sempre nova pra ele. Jamais lia durante o trajeto. Jamais espiava o jornal dos outros. Jamais bisbilhotava conversa alheia. João era um tremendo curioso, mas se saciava com o que estava do lado de fora do vagão, com a natureza que embelezava o trajeto inteiro. Via o sol espreguiçar e tingir tudo de colorido. Via a chuva dar banho na ferrovia, nas árvores e nos passarinhos. Via revoadas, via cada dia um rio diferente passando pelo mesmo lugar. Via rebanhos pastando ao longe, cães malandros brincando de acompanhar o trem. Via nuvens fazendo cara de coisas que ele conhecia, e outras que tentava adivinhar o que poderia ser. Via seu reflexo ficar embaçado até escorrer, de tão perto que ficava da janela. João era pedreiro vivido. Era filósofo sem estudo fazendo poesia de dentro do trem.